As mãos, creio eu, são muitas vezes a extensão do pensamento elas são o instrumento que mal utilizado faz acontecer as maiores tristezas do ser humano, mas também as mãos fazem acontecer os feitios memoráveis pelo resto da nossa vida, as mãos da nossa mãe por exemplo, as mãos do amigo, aquelas que abraçam, acariciam, as mãos que apertam as nossas.
Elas carregam o rebento recém chegado, as mãos carregam a gente enquanto as pernas aprendem, e do mesmo jeito são elas que imitando a natureza dos animais quadrupedes também são o outro par de pernas ao gatinhar, no inicio da vida.
As mãos que trabalham são as que nos alimentam, e com elas alimentamos, as mãos que escrevem nos emocionam, e muitas vezes nos dão até raiva, quando o escrito nos ofende ou prejudica.
Eu hoje quero falar de um tipo de mãos que são únicas, porque elas não carregam coisas que vemos, elas carregam sonhos, esperanças e emoção.
Essa classe de mãos fazem a nossa alegria, muitas vezes de longe, mãos que não tocamos nem nos tocam, mas é como se as nossas se unissem a elas na nossa busca pelo prêmio, pelo sorriso, pelo grito engasgado.
As mãos do Goleiro, a última barreira que nos defende, aquelas que salvam nossa noite de sono, nosso domingo, que muitas vezes parece que se agigantam, que fazem milagres, e quem duvida que as de Máspoli eram as mãos do Uruguay no 1950 lá no Maracaná, ou quem pode botar defeito nas mãos do Dasyev, do Remps, Carlos, Valdir Peres, Taffarell, Zetti, Dida, Ronaldo Giovanelli, e tantos outros sem respeitar nenhuma regra de citação, ou tendência (hipocrisia!! Eu sou Corinthiano).
Estas são as mãos do Giovanni, goleiro do Galo Mineiro, rapaz que saiu de Bauru, que ainda não vi jogar fora dos dvd's do Seu Jorge, o Pai do Giovanni, indo para Marília com o Talentos 10, mais que logo terei esse prazer, de ver e apertar.
Eu queria falar destas mãos que jogam outro jogo, o jogo da oportunidade que por elas muitas crianças tem aqui, na sua origem, Bauru, que eu mesmo tenho como detentor da oportunidade e da responsabilidade de escrever delas.
Estas mãos pegam penalty, chute de falta, a queima roupa, mas também carregam esperança, projeto e objetivo, sem falar de chance.
As mesmas mãos que trabalham lá em Minas para que eu aqui, possa de alguma maneira ajudar as mãos que ensinaram a segurar e não soltar a bola, as mãos do Seu Jorge, as mãos do maior torcedor destas mãos, Giorge o irmão.
As mãos do Giovanni...
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